terça-feira, 28 de junho de 2011

A Fonte do Sabá - Texto: Sevy Gomes de Oliveira

A Fonte do Sabá é um dos pontos turísticos mais bonitos e importantes do Munícipio de Custódia. O lugar atrai pela beleza natural de sua serra em rochedos, com inúmeras escritas rupestres. É coberta por uma vegetação bonita e diferenciada, destacando-se pela qualidade das suas águas minerais e pelo saudável banho de bica.

Da sua tradição, ouvi lendas e histórias.

Diz a lenda que, numa noite de inverno, uma tromba d’água soterrou, sob uma camada de granito, milhares de esmeraldas, rubis e outras pedras preciosas, arrobas de ouro e de prata, escravos e animais. Esse tesouro, dos Afonso, conta-se, estaria escondido nas profundezas das gargantas dessa Serra.

O escritor Luíz Wilson, no seu livro “Os Pereiras de Serra Talhada“, relata que a descoberta dessas águas minerais remonta ao segundo quarto do século XVIII, quando ainda se iniciava a colonização dos sertões nordestinos. Só em 1928, o químico Vicente Trevas, ao manusear o histórico “Livro da Torre do Tombo“, encontra registro dessas águas, encravadas em local de difícil acesso, nos limites do Vale do Pajeú – Moxotó, hoje, Município de Custódia. Prosseguem as pesquisas e análises, constando tratar-se de afloração hidromineral de excelentes qualidades terapêuticas, o que enseja licença para a comercialização da água dos Sabá.

Conta-se, ainda, que o técnico mirando-se nessas águas claras, lembrou-se da história da Rainha do Sabá, que conseguiu apaziguar os ânimos e aquecer a amizade com o Rei Salomão, deixando-os maravilhado com o presente de um cântaro de água pura e cristalina do seu reino.

Com essa lembrança, batizou, com alegria, a límpida água que mirava com o nome de Água da Fonte do Sabá, que os sucessivos proprietários, João Nunes Inácio Miranda, José Fernandes de Souza e o atual, Dr. Múcio Dourado, continuam a prestigiar.

Hoje, a Fonte do Sabá tem um movimento comercial que já extrapola os limites do Município. Contudo, ainda deixa a desejar a sua preservação, merecendo ações públicas voltadas para conservar esse recanto ecológico de beleza e águas cristalinas.

Texto extraído do Livro CAMINHOS DO AFETO, da custodiense Sevy Gomes de Oliveira, lançado em 2004 no Recife, pela edições Bagaço.

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