Contar histórias
talvez seja a principal característica da espécie humana que, se utilizando da
palavra falada, escrita ou desenhada transmite de uma geração para a outra as
ideias de convívio social, os conhecimentos acumulados e os sonhos do porvir. O
costume de contar e de ouvir histórias é tão arraigado em nossa espécie que não
se tem notícia de nenhuma cultura onde esse costume não tenha existido porque é
assim que se difunde a história, a cultura, a religião e a identidade do povo. Desde
sempre os griôs, os menestréis, os poetas contam em sagas e poemas épicos as conquistas
e as lutas cheias de bravuras dos heróis nacionais, os mitos, as lendas, as
fábulas que se alimentam, e alimentam o imaginário como guias de comportamento
social ou religioso através do conto que é, em síntese, a crônica da vida real
romanceada e livre das amarras sociais pela impessoalidade de seus personagens.
Sófocles, Shakespeare, Homero, Camões, Cervantes, Machado de Assis, Érico
Veríssimo, Ariano Suassuna, Zé Condé, José de Alencar, Guimarães Rosa, Jorge
Amado, Mário Sette, Carneiro Vilela, Dostoievski, Tolstoi, os irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm), Boccaccio, La
Fontaine, Esopo... É imensa a galeria dos contadores de causos, e a ela se
junta, GANDAVOS, em sua sétima edição, fruto do sonho realizador de Carlos A. Lopes,
um idealista, um contador de causos que, diferente dos citados, está vivo e
disposto a continuar contando esses e outros causos.
(texto da contracapa do livro)
(texto da contracapa do livro)
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Autor: Alberto Vasconcelos - Santo André/SP |
Um comentário:
Essas chamadas, em doses homeopáticas, servem para aguçar a nossa curiosidade e aumentar o desejo de ter o livro físico em mãos. Parabéns Carlos Lopes por mais essa realização. abraço
Alberto Vasconcelos
Santo André da Borda do Campo/SP, 21 de maio de 2017
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