sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Olhe para frente, Margarida - Autora: Maria Olimpia

Não, eu não sou desiludida. Sou realista. A vida quis assim e assim tenho que viver.Não sei se é carma, se é destino. Só sei que é, e não vejo como mudar. Tive meu período bom de vida, uma infância e uma adolescência feliz, pais amorosos. Depois, veio a guinada na vida. Mal eu iniciara o meu primeiro emprego como professora de um jardim de infância e começara meu curso superior de Pedagogia, meu pai perdeu o emprego. Em conseqüência da depressão, começou a beber. Um dia, voltando bêbado para casa, altas horas, foi atropelado. Morrer não morreu, mas também vivo não ficou. Um ser vegetal de quem tínhamos que tomar conta dia e noite. Revezávamos-nos, eu e ela. Conclui a duras penas o meu curso superior e logo que formei passei a fazer jornada dupla de trabalho.Minha mãe também fazia isso, tínhamos que nos desdobrar, as despesas eram muitas e nós o amávamos. Queríamos lhe dar o melhor. Logo que ela se aposentou, ele morreu. Não sofri, já tinha sofrido tudo o que tinha direito. Pensei: agora podemos viver nossas vidas, minha mãe e eu.Ainda sou jovem e ela também. Sem tantos gastos poderemos passear e quem sabe?, talvez até eu encontre alguém para amar. Mas não deu tempo nem para começar. Estávamos planejando nossas primeiras férias quando percebi que ela estava ficando esquisita. Esquecida. Nem era tão velha e estava agindo como. Um dia, na véspera de nossa tão sonhada viagem, saiu de casa para ir buscar as passagens na Agência de Viagem e não voltou. Nem foi lá. Desapareceu. A polícia a encontrou, três dias depois, assentada quietinha em um banco de uma praça distante. Não sabia quem era, nem onde morava.Mal de Alzheimer. Velhice precoce. Caduquice, sei lá. Dê se o nome que se queira dar, só sei que nunca mais foi a mesma. Éramos três, ficamos duas. E de repente só eu, cuidando de uma morta viva, morrendo em vida também.Até que ela também se foi e eu fiquei, completamente sozinha, sem nem mesmo um trabalho. Aposentadoria proporcional para ficar mais com ela. E agora estou eu aqui, tentando recompor os cacos de minha vida, sentada nesse divã, como se alguma coisa pudesse ser mudada, a esta altura dos acontecimentos..

Olhe para a frente Margarida. Olhe para o alto, para cima, para os lados, para qualquer lugar. Procure a vida Margarida. Não fique ensimesmada neste tempo que já passou. Procure alguma coisa, faça alguma coisa. Vá viajar, ver gente, lugares novos. Como se fosse fácil mudar a vida assim de repente. Olhar para os lados eu olho mas o que vejo se não as mesmas caras de sempre, as mesmas pessoas que já se acostumaram em não me ver.Eu olho e não há retorno, cada qual ensimesmado em sua vida. Buscar eu busco mas é tão sem saída porque não vejo a saída. Adeus, psicóloga, se é para gastar meu dinheiro assim, ouvindo o tempo todo, olhe para si mesma Margarida, o que vou fazer é parar de ir aí e realmente seguir o conselho, vou viajar, vou ser outra, encontrar uma vida nova, um mundo novo em qualquer lugar.

Para qualquer lugar, não faz a mínima diferença. Qualquer lugar não existe,senhora, tem que ser um lugar. Tudo bem, me dê uma passagem para um lugar, onde haja sol e haja praia e eu possa caminhar a beira mar com a cabeça levantada e os olhos abertos, mas que seja bem longe daqui, onde ninguém me conheça , onde nem eu mesma saiba quem eu sou e onde eu possa olhar para os lados, para frente e para cima, nunca para baixo. A senhora pode fazer isso aqui mesmo senhora, em todos os lugares isso pode ser feito, mas vou lhe dar uma passagem para um lugar maravilhoso onde todos os seus sonhos podem ser realizados. Como é que você sabe que todos os meus sonhos podem ser realizados se não sabe quais são os meus sonhos se nem eu mesmo sei.? Bem, a senhora tem que tentar...eis aqui a passagem.

E não é que deu certo? Em minha primeira caminhada pela praia eu o vi, um homem simpático, deve ter a minha idade, um pouco mais um pouco menos, e um jeito desacostumado de sorrir assim como eu, e ele caminhava também, ora atrás de mim, ora a frente, e quando estávamos no mesmo plano, ele sorria, esse sorriso torto assim como eu, e abaixava a cabeça e quando parei na barraquinha ele parou também e eu tomei uma água de coco e ele também e ele falou do dia como estava bonito, da cor do céu e do mar, tão iguais que se fundiam no horizonte, assim como os seus olhos, senhorita, senhorita...e eu respondi Eva e então ele riu e apertou a minha mão e ficamos ali sem jeito, ele falou, sou Adão e eu ri por dentro mas por fora fiz apenas um esgar, soltei lhe a mão e virei as costas, o primeiro que me surgiu, tão simpático e já de mentiras comigo, Adão, ora, imagine, ele é tão Adão quanto eu sou Eva.

E lá estava ele. O Adão de novo, no mesmo hotel que eu, sentado a mesa, já servido do jantar, vou passar reto, procurar uma mesa bem longe, mas todas estão ocupadas, meu Deus, agora vou ter que voltar, vou fingir que examino os meus sapatos enquanto ando de volta, ah,..o que? Não quer me dar o prazer de jantar comigo, estou sozinho e estou vendo que a senhorita não encontrou mesa vaga, se não for impertinência...Se não for incomodar-lhe Senhor Adão...só me incomodará se continuar a me chamar de Adão, Eva., e eu custei a perceber que ele falava comigo, e então ouvi a voz, olhe para a frente Margarida, e eu vi os olhos, os olhos brilhantes como mel, um mel escuro e então querendo não ser eu, querendo ser Eva eu me sentei e pedi uma cerveja e ele também e bebemos tantas que quando saímos já tínhamos rido e falado de tudo e de todos menos de nós, e ele me beijou quando chegamos a porta e nem tentou entrar, e eu agradeci a Deus por isso mas fiquei triste porque pensei, ele não gostou de meu beijo, beijo de lábios que nunca beijaram.E a noite toda eu não consegui dormir, repetindo todos os momentos que tinha vivido, querendo mais, muito mais...

E na manhã seguinte eu esperei ansiosa, fiquei a manhã toda esperando que ele aparecesse para o café, queria caminhar pela praia outra vez, mas não podia perdê-lo de vista, mas ele não veio, e eu tomei tanto café que não precisaria mais comer o resto do dia, experimentei todos os pães e bolos, comi as frutas exóticas, bebi todos os sucos e nem consegui sair sem voltar ao quarto, tinha que ir ao banheiro, e tenho que ir a cidade comprar batom, quem sabe um vestido novo, quem sabe? Burra, ele é casado, tem família e já se foi, pra que tantos sonhos, um homem desta idade não está mais sozinho, só você está sozinha, só você nunca amou ninguém na vida . Foi apenas um flerte e ele já se foi, nem disse seu nome verdadeiro, então duas batidas na porta e quando abri ele estava lá com um buquê de margaridas na mão, todo sem jeito, achei que essas flores pareciam com você ele disse, desde que a vi me lembrei das margaridas do jardim de minha mãe, e eu não soube o que falar, e ele entrou no quarto e ligou para a recepção pedindo uma jarra para colocar as flores, e enquanto esperávamos o jarro ele me beijou novamente e eu senti vontade de dizer que meu nome era Margarida mas não tive coragem, porque a Margarida só sabia olhar para o chão e eu não queria mais olhar para o chão.

E então nós passamos uma semana maravilhosa,eu Eva e ele Adão, e eu lhe dei a maçã tentadora e ele comeu a fruta do pecado então ele se foi, disse que era chegada a hora, gostaria de viver comigo o resto da vida, mas tinha um compromisso, um compromisso que absorvia todo o seu tempo, que não podia de modo nenhum ter outro compromisso na vida, obrigar alguém a dividir o seu fardo com ele, tinha sido só uma semana, uma semana de fuga, de busca de felicidade, e me beijou de novo e partiu sem que eu soubesse o seu nome, sem que ele soubesse o meu. Joguei no lixo as margaridas apodrecidas e voltei para casa no outro dia, mas jurei que nunca mais andaria pelas ruas olhando meus pés, estaria sempre atenta, olhando para todos os lados, porque eu tinha que encontrá-lo de novo, fosse como fosse, fosse qual fosse o seu fardo, eu o acharia, mesmo que não se chamasse Adão.

E eu voltei para casa, entristecida, mas de cabeça erguida, olhos dançando para todos os lados, foi então, que ao abrir a porta de meu prédio, senti que de dentro alguém também a puxava e a força que fizemos juntos, porque a porta era emperrada, quase me derrubou e eu olhei para ele, o homem que puxou a porta e ele olhou pra mim e ao mesmo tempo exclamamos nossos nomes: Eva!!! Adão!!!

Bem, hoje ele já sabe que eu não sou Eva, sou Margarida, mas ele é mesmo Adão, professor aposentado, solteirão, mas por pouco tempo, agora que achou quem dividisse com ele os cuidados com o pai, doente há tantos anos que ele já perdeu a conta. Mal de Alzheimer.

E agora quando saímos juntos ele me diz, olha para a frente Margarida, vai acabar tropeçando, mas é tão difícil porque eu quase não consigo tirar os meus olhos dele, e então ele ri e segura com força o meu braço para que eu não caia quando tropeçar.



Autora: Maria Olimpia Alves de Melo - Lavras/MG

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domingo, 25 de novembro de 2012

A menina e a Árvore de Natal

Autora: Ana Bailune
 
Quando passei pelo corredor a fim de chegar até a cozinha, ela veio atrás de mim. Pendurou-se na bainha de meu vestido, pedindo, os enormes olhos castanhos grudados nos meus:

-Tia, me faz uma árvore de natal?

Eu já tinha decidido que este ano, não teríamos uma árvore de natal em casa. Houve morte. Houve acontecimentos tristes. Geralmente, lá para meados de novembro, a árvore está lá na sala, montadinha, com todas as luzes. Mas apesar de ela ter sido descida do sótão e estar me esperando no quarto de hóspedes, passo por ela e pelos enfeites empacotados e finjo não ver... olhei para a menina, respondendo:

-Olha, esse ano, não vai dar...
-Por que, por que, por que? - Ela me perguntou, sacudindo a barra de meu vestido, que soltei-lhe das mãos delicadamente, enquanto continuei em meu trajeto até a cozinha.

-Porque não.

Ela fez beicinho, cruzando os braços:

-Gente grande é tudo a mesma coisa! Sempre falam assim com a gente: "Porque nãããão!"

Ralhei com ela, mas de forma delicada:

-Olha, seja uma boa menina, e vá para a sala assistir TV, o.k? Estou muito ocupada agora.

Mas ela não se deu por vencida, já iniciando uma pirraça: "Aaaahhh! Me faz uma árvoreeeee!"

Respondi, desta vez, zangada:

-Já disse que não! Agora vá assistir TV como eu mandei, e não me enche mais o saco!

Ela me olhou de boca aberta por alguns instantes, e saiu, batendo o pé. Quando passei por ela novamente, ela estava sentada no sofá, vermelha de raiva, fingindo que assitia Tom & Jerry. Olhou para mim de rabo de olho enquanto eu passava, mas não disse nada. Apenas continuou olhando a TV, enrolando no dedo uma mecha de seu cabelo negro e liso.

Pensei: 'Finalmente, ela vai me deixar em paz. Criança esquece rápido, acaba sempre se distraindo com outra coisa!"

Mas, uma hora depois, como não ouvisse nem o som de seus passinhos no assoalho, fui ver o que ela estava fazendo; encontrei-a chorando baixinho, enquanto segurava em suas mãozinhas um papai Noel de plástico, todo melado de brigadeiro. Sentei-me perto dela:

-O que foi agora?

-Você tinha prometido... lá na outra casa, a gente nem sempre podia ter uma... árvore... de ... natal! , Ela disse, entre soluços.

-Mas olha, haverá outros natais... e eu prometo que no próximo ano, a gente...

Ela me interrompeu:

-Você vive prometendo e não cumpre! Eu queria uma neste... (snif..snif...) natal! A gente nem sabe se vai estar aqui de novo no ano que vem...

Suspirei profundamente. Olhei para aquela menina destruída, apenas porque eu lhe dissera que não haveria uma árvore de natal esse ano. Segurei seu queixo, obrigando-a a olhar para mim e vi seu rosto banhado em lágrimas.

-Tá bem, então. Vamos fazer uma árvore amanhã de manhã.

Imediatamente, ela sorriu, o maior sorriso que já vi:

-Promete?

-Prometo!

Então, a menina (que mora dentro de mim) saiu correndo para brincar no jardim.



Autora: Anabailune - Petrópolis/RJ

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sábado, 24 de novembro de 2012

Despertar - Autora: Ana Soares

Os meses de dezembro e janeiro sempre foram pra mim especiais...

Um encontro do fim e o recomeço.

Dezembro é o mês de férias, festividades, família...

É um mês doce com gosto de nostalgia!

É a lembrança do passado, somada à esperança do futuro...

É o lamento do sonho não realizado e a geração de novos sonhos: lindos, limpos e imunes a obstáculos que ainda nem existem.

Janeiro: Ano-Novo ou Réveillon, celebra-se o fim de um ano e o começo do próximo.

Réveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que significa ¨despertar¨...
 
Mais um ano está chegando ao fim...

Mais um balanço eu faço de tudo que vi, ouvi e vivi!

Lembranças eu deixei, outras me deixaram.

Alguns sonhos eu quis vivê-los e vivi...

Algumas lágrimas escorreram, muitos sorrisos ecoaram.

Conservei alguns amigos, descartei outros, por descobrir não sê-los de verdade...

Levo comigo só o que for fazer valer, e assim, sigo em paz, com toda minha bagagem .

Hoje é só isto que me cabe: mais leveza pro meu mundo novo!

Me despeço de 2012 como quem se despede de mim mesma para me moldar ao novo!

O que eu quero?

- Lavar a alma .

Quero mesmo é re(nascer)!


Ana Soares - Ribeirão Pires/SP

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Publicação autorizada pela autora
 


 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Meu filho no cinema pela primeira vez

Autor: Carlos Costa

- Está muito “curo” aqui. Pai liga a luz!

Era e meu filho adolescente, na época com seis anos apenas, quando o levei pela primeira vez em um cinema, dentro de um shopping.

Largou de minha mão em que eu conduzia e correu para dentro da sala de cinema. Depois, olhando que era escuro, retrocedeu e me disse: “Pai, tá muito “curo”. Liga a luz! Onde fica o botão?”

Depois de explicar-lhe que não poderia ligar quaisquer lâmpadas, meu filho tascou de novo:

- Pai, me empresta o“controlho” que quero ligar essa televisãozona, referindo-se à tela de projeção e pedindo-me o controle remoto para o que, na cabeça de meu filho, era uma televisão gigante.

Depois de novamente explicar-lhe que aquilo era um cinema e que dentro em breve assistiríamos a um filme, meu filho me encheu de novo, não antes de falar para ele que havia uma sala, um projetor etc.,

- Pai, onde fica o projetor e por que não se pode ligar luz aqui dentro. Tá muito “curo”.

- Porque não pode e o projetor fica lá atrás, respondi, só para ver se ele parava.

Ufa! Começou a projeção e novamente meu filho me pergunta:

- Pai porque os homens se movimentam!

- Quieto, meu filho, já está começando a projeção do filme e não podemos ficar conversando se não vamos perturbar os outros e olhei para o lados...Estava quase cheio.

- É mesmo...pai, não podemos perturbar os outros, por quê?

Já estava perdendo minha paciência com meu filho quando ele finalmente parou de me fazer perguntas e assistimos ao filme em paz e em silêncio como deve ser.


Autor: Carlos Costa - Manaus/AM
Publicação autorizada pelo autor

Cipó de São João ... Ruminando as lembranças - Autor: Geraldinho do Engenho


No passado a natureza quebrava a monotonia da impiedosa seca, com a magnífica beleza da flor do cipó de são João.
Tivera eu talento para pintar as belas imagens que outrora ilustraram o Vale Picão, com certeza daria um belo quadro na historia universal.
A paisagem harmoniosa criada pela mão de Deus exibida pela natureza, foi algo fascinante. Atualmente vou ruminando nas lembranças a saudade das imagens engavetadas na mente que vão sendo remoídas pelo pensamento.
A simplicidade do cipó de são João com toda sua beleza ecológica é um belo poema escrito pelo criador. Um recado de Deus estampado nas densas latadas do cipó que se vergavam ao peso das flores despencando das arvores despidas de suas folhas quando a natureza as colocava em quarentena, no estado de dormência para vegetarem no seu período de descanço preparando-se para ilustrar a primavera.
Foram com o cipó, que no passado nossos ancestrais sustentaram as estruturas de suas moradias, seus ranchos de madeiras, barreados de chão batidos cobertos de sapê. Recursos oferecidos pela natureza abrigando a dignidade humana dos matutos sertanejos.
Foi com ele que o homem do mato construiu uma diversidade de utensílio utilizada para sua sobrevivência. E na sua demonstração de fé, entrelaçou os mastros das bandeiras enfeitadas de laranjas maduras. Com sua flor ilustrou na sua haste no contraste do amarelo com as demais cores, ao aconchegante calor das fogueiras, na quermesse junina.
Ícone de inspiração a musica sertaneja: na voz de famosas duplas que tão bem o descrevem em sua musica. Raiz do nosso folclore. ”Lá no meio do cafundó onde pia triste o chororó”
Destituído de suas funções foi substituído pelo aço, o cipó cedeu lugar ao arame e os pregos.
Atualmente tanto ele como o chororó, juntas as demais espécies tentam sobreviver, entre fileiras de eucaliptos, projetados por um sistema globalizado que utilizam maquinas potentes, na ânsia louca da guerra mercantilizadas pelas multinacionais.
Os homens que antes causavam pequenos arranhões a natureza com suas ferramentas rudimentares, hoje se tornaram espectadores e vitimas  desta infernal destruição.
Sem perder a ternura a flor do cipó desabrocha de forma singela. Se rastejando pisoteada pela histórica depedração que vai eternizando no tempo.Neste enigmático desabrochar, ela nos prova, que acima de tudo ainda existe um ser maior,imbatível ,criador,que tudo sabe e tudo.E vez por outra manda seu alerta,através dos terremotos e maremotos.
”Os tsunames da história”

Geraldinho do Engenho - Bom Despacho/MG
Publicação autorizada por escrito pelo autor da obra

domingo, 18 de novembro de 2012

Uma ¨estória¨ mal contada - Autor: André Bessa

Ilustração original: André Bessa


João Guimarães Rosa, autor do qual li uma meia dúzia de obras mas das quais releio apenas duas, no seu último livro —"Tutaméia"— introduziu a palavra estória. E, dentro desse nosso espírito quase passarinheiro de imitar todo novo que se canta entre os buritís, tal palavra foi logo assimilada e rapidamente adotada por quase todo mundo. Sem que o real conhecimento e nem a validade de tal conceito fossem sequer questionados! Guimarães Rosa apresenta a sua estória dentro da conotação de quase uma anedota, em contraste à História, ciência que estuda o ser humano e sua ação no tempo e no espaço, e à história, mera narração de fatos que se relacionam a um determinado assunto. Em sua vaidade intelectual, Rosa quis deixar aos pósteros, além de uma obra cuja originalidade estética e estilística já era indiscutível, uma outra "marca registrada" de seu talento em inventar palavras e verbos. Todavia, o que para muitos possa parecer um neologismo rosaniano e genial, na verdade, não passa de uma adaptação literal da palavra de língua inglesa story, a qual ele adotou, prosaicamente, em forma, modificando-lhe, porém, levemente o conteúdo. 

Ora, a palavra estória não existe em nenhum dicionário da língua portuguesa e sim história, com agá e i. Em nossa língua a palavra história (com h minúsculo) diferencia-se de História (com H maiúsculo) exatamente como, em inglês, diferenciam-se story e History. E por que isso? ora, porque história, em português, tem uma etimologia própria, ao passo que estória não. No entanto, Guimarães Rosa diferencia o estória dele da palavra história, e vai mais longe ainda: ele a opõe à palavra História. Em suas próprias palavras, ele diz que "A estória não quer ser história.  A estória, em rigor, deve ser contra a História.  A estória, às vezes, quer-se um pouco parecida à anedota." 1

Logo, estória é uma palavra de validade unicamente circunscrita à sua obra e, se adotada por terceiros, que seja feita sob uma ressalva do gênero "segundo Guimarães Rosa", ou "parafraseando o autor mineiro", etc etc. Mas o brasileiro não gosta de muita explicação, de muito raciocínio, de muita tecnicidade. Em nosso velho hábito de buscar sempre a coisa pelo seu lado mais fácil e o menos cansativo, nós nos esquecemos de considerar as imprecisões que certas adopções podem trazer consigo. E no caso de estória, o mal já está feito. Ao adotarmos, à maneira de um corrupião, a palavra estória — cuja validade, repito, se insere unicamente no contexto da obra de Guimarães Rosa — como sendo um vocábulo inerente à língua portuguesa, nós cometemos dois êrros fundamentais: 1. o de utilizar uma palavra que não está catalogada em nenhum dicionário de nossa língua; e 2. de usá-la sem um conhecimento maior da acepção que Rosa lhe deu, a dizer, a de ser quase uma anedota.

Guimarães Rosa conhecia razoavelmente bem inglês e francês, e se valeu desse conhecimento para adaptar e depois inserir em sua obra esse temerário neologismo. A palavra francesa "anecdote" significa pequeno fato ocorrido a um momento preciso da existência de um ser, à margem de eventos dominantes e, por esta razão, pouco conhecido. Essa mesma definição sublinha o aspecto pitoresco, hilário ou picante que possa vir a ter esse fato. A língua francesa distingue igualmente a palavra histoire (com h minúsculo) da palavra Histoire (com H maiúsculo) tal e qual as distinguimos na nossa língua. E, pôsto que anedota em nossa língua tem conotação diferente da francesa anecdote, o que se prestaria a confusões maiores, Guimarães Rosa optou então pela grafia de estória, que vem diretamente da palavra em inglês story, equivalente à palavra história em português, porém, inserindo-a dentro da conotação da palavra francesa anecdote

As pessoas, que ouviram o galo (francês) cantar mas sem saber em que quintal ele se encontrava, pegaram a estória andando e trafegam até hoje neste bonde (inglês) sem saber para onde ele vai. Pessoalmente, me dói quando vejo (e, infelizmente, é quase sempre) pessoas empregarem a palavra estória no lugar de história. Assim como escrevem causo em lugar de caso. E, vejam bem, eu não confundo aqui ter amor à própria língua com ser reacionário à introdução de palavras novas. Não é nada disso. Atenho-me apenas à clareza que sempre teve a nossa bela língua e que, mesmo considerando as diferenças que esta já apresenta em relação à língua-mãe lusa, não obstante, jamais deixou de ser uma língua precisa. E, sobretudo, de uma riqueza que não se limita ao número de palavras existentes, mas também à clareza de suas conotações. 

Nesse mesmo livrinho, "Tutaméia" — e que é, para mim, o melhor de todos que ele escreveu — Guimarães Rosa, no meu entender, e de forma pouco oportuna, diverte-se em um prefácio onde mistura alhos com bugalhos, ironiza, prosodia, entorta sentidos e definições, escorrega por teorias rocambolescas, esbalda-se através de citações em línguas estrangeiras (O vanitas vanitatum!) e intitula esse mesmo prefácio de "Aletria e hermenêutica". Ora, Hermenêutica é a arte de interpretar livros sagrados, assim como a de interpretar diversos sinais como sendo símbolos de uma cultura, além de ser, ainda, a arte de interpretar leis. Até aí, nada tenho a comentar. Porém, sabendo-se que a palavra aletria, segundo todos os dicionários da Língua Portuguesa em que pude pesquisar, refere-se a um tipo de macarrão fino, também chamado de cabelo-de-anjo, o que quis João Guimarães Rosa realmente dizer com esta palavra em seu prefácio? mais um neologismo sem-pé-nem-cabeça?

Aletrias de Rosa... causos.... estórias de dar com o pé.


1. Guimarães Rosa, João: «Tutaméia» pág. 7, 9a edição, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A realidade da vida - Autor: Gilberto Dantas

 
O cronista, ao contrário do poeta, está sempre comentando e tentando entender o dia-a-dia do ser humano. Ele procura o detalhe da vida, ele se situa ao rés do chão, não quer se elevar como faz, normalmente, o poeta. Pode até fazer humor, e muitas vezes faz isso com prazer. Mas o que ele quer mesmo é ressaltar a vida como ela é na realidade. A vida ao vivo, mostrando quase sempre o seu lado mais difícil.
 
A crônica, na verdade, brinca com os defeitos do ser humano e ao analisar o amor, tema preferido dos poetas, vai ressaltar as dificuldades do tão sonhado e almejado encontro amoroso. A vida está aí na nossa frente mostrando muito mais as vicissitudes do que as excelências do amor.
 
Tomo conhecimento hoje de um cronista gaúcho, Fabrício Carpinejar, que acaba de lançar seu livro “Ai meu Deus, ai meu Jesus”. Na visão dele, o amor é um ideal dificilmente alcançado e o amor, na verdade, é a arte do desencontro. Esta observação me faz lembrar um comentário do meu amigo Jacó Filho, onde ele dizia que ainda não conhecemos o amor e que no máximo chegamos apenas a tolerar o outro. Uma afirmação realista e que nos deixa tristes, mas aqui estou cronista e não poeta. E como não estou fazendo poema e sim escrevendo sobre a vida, devo admitir, pelo menos para a maioria, o amor ainda é uma irrealidade, um sonho de verão...
 
O tema do amor é um tema inesgotável e já falei em outras crônicas que sem amadurecimento, sem crescimento emocional, o amor entre duas pessoas não pode vingar. Todos que entendem e se debruçaram sobre o amor chegaram a essa conclusão. Se não estamos prontos, como dizia o Artur da Távola, o que vem à tona são nossas partes inseguras, as que não conhecemos bem, as partes mais fracas nossas e as que mais tememos. E a partir daí, nos testando no outro, claro, não vamos encontrar a amizade, o grande amor, mas sim uma relação neurótica, um grande mal-entendido.
 
Sei que não é agradável esse choque da realidade. No entanto, é bom saber disso, até para que possamos, mais conscientes, sonhar melhor e produzir, quem sabe, belos poemas de amor que nos ajudem a crescer...
 
Não gostaria de encerrar sem contar um segredo. O detalhe é que decidirá se fugimos ou nos entregamos a uma determinada pessoa. Na verdade, só nos rendemos a alguém com toda a alegria e sem medo, quando algo na outra nos empolga, nos entusiasma, podendo ser uma característica física insignificante, como um comportamento qualquer que nos faça emocionar e dizer tranquilamente: - encontrei, finalmente, a pessoa que estava procurando! Aí, largamos tudo e nos lançamos... Podemos até errar, mas nos entregamos por inteiro.


Autor: Gilberto Dantas - Miracema/RJ

Publicação autorizada pelo autor

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Quanto a sua falta de educação... A concorrência agradece!

Autora: Ana Soares
 
Não tem nada que me deixe mais chocada do que gente prepotente...
 
Costumo pensar que o departamento de Recursos Humanos de uma determinada empresa é o que a define...
 
É o departamento que a faz "grande" ou "pequena" - e isto nada tem a ver com números!
 
O departamento de Recursos Humanos é o coração de uma empresa!
 
Hoje me choquei com a falta de bom senso, com a falta de sensibilidade, de percepção de uma "profissional" da área...
 
Fui a uma entrevista com a minha filha de 17 anos em busca do seu primeiro emprego e para minha total surpresa pude perceber que apesar da sua total inexperiência de vida e profissional, a pessoa mais despreparada naquele momento não era ela, mas sim, quem a entrevistou...
 
Uma "profissional" desatenta aos princípios básicos de conduta no tratamento para com as pessoas.
 
Pelo "feliz" ou "infeliz" fato de que minha filha é menor de idade, eu tive que acompanhá-la na entrevista... E me choquei uma, duas, três, inúmeras vezes no decorrer da entrevista que mais parecia ser um cativeiro, um lugar que a minha filha, por infelicidade, estava relatando sua total inexperiência em busca de uma possibilidade de emprego, sendo que para cada resposta dela dada, ela era fatalmente criticada por sua inexperiência a tal função que ela nem tinha se candidatado: operadora de telemarketing - sendo que o currículo enviado era com o claro objetivo de vendedora...
 
A tal entrevistadora, psicóloga, ou sei lá o quê, a questionou pelo fato de não possuir um curso para a tal função, disse claramente que o seu currículo era insuficiente, considerando que ela não havia feito nenhum curso de informática, de inglês, etc.
 
A minha filha concluiu o ensino médio em dezembro, já efetivou sua matrícula na Faculdade do Senai em São Paulo e a tal entrevistadora mencionou ainda o fato dela não ter experiência e nenhum curso extracurricular, e em todo o tempo ela evidenciou só o que a minha filha não tinha...
 
Meu Deus fica a pergunta: por que esta profissional "infeliz" convoca as pessoas que não estão dentro do perfil desejado para evidenciar a falta do que elas não têm, por que não poupar o seu tempo e o dos outros?
 
Enfim... Como mera ouvinte, assisti a tudo e ao final disse a ela que a minha filha realmente poderia não ter o perfil para a vaga - que nem era realmente o que ela buscava e muito menos objetivo destacado em seu currículo, mas que eu não concordava com a maneira em que ela, como profissional atacara de forma hostil uma jovem inexperiente que busca o seu primeiro emprego e perguntei a ela se tinha noção do quanto traumático poderia ser para uma jovem naquela situação ser apontada daquela maneira e se ela ainda se lembrava da sua primeira entrevista...
 
Ela emudeceu por alguns instantes, pediu desculpas à minha filha e tentou contornar a situação, foi uma cena patética...
 
Quero registrar aqui o meu apelo:
 
Eu - humana que sou e que prezo pelo respeito mútuo, quero registrar aqui a minha indignação e alertar aos empresários de bom senso:
 
Atentem para os profissionais de recursos humanos que vocês mantêm em suas empresas, para que tenham no mínimo humanidade o suficiente para tratar as pessoas...
 
Este departamento deve ser o coração - o cartão de visita da empresa, aonde deve receber os melhores e acima de tudo fazer com que estes permaneçam, e para os que porventura não forem considerados tão bons assim, que sejam ao menos tratados com o devido respeito, e se isto não for feito pelo uso do bom senso, que seja feito até mesmo para que tal atitude não venha manchar a imagem da sua empresa, e é sempre bom ressaltar que a concorrência lá fora é muito, mas muito grande!
 
Quanto a minha filha - disse a ela que eu tenho certeza que este infeliz episódio será motivo de muito riso daqui alguns anos, quanto aquela "profissional" tão pobre de espírito, receio que estará ocupando ainda a mesma cadeira, ou quem sabe, estará desempregada...


Ana Soares - Ribeirão Pires/SP

http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=86576

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Ana Bailune:
 



Quem sabe, foi uma sorte sua filha não ter sido selecionada para trabalhar em uma empresa onde os funcionários agem assim? Dentro em breve, ela achará coisa muito melhor. Boa sorte!

Lenapena:

Ana, na vida tudo nos serve sempre de experiência. Com certeza da mesma forma como sua filha se deparou com pessoa tão desprovida de preparo humano, para o cargo que ocupa, irá encontrar outras, repletas de humanidade, assim foi comigo em meu primeiro trabalho no Banco do Estado de Minas Gerais. Uma pessoa super humana me entrevistou e me deu a vaga. Eu nem tinha ainda 18 anos completos. Um abraço a vc.



Wanderley Dantas:

Acho que tem gente que é doente e precisa derramar suas doenças sobre outros para aliviar. São vampiros emocionais! Abraços.
Ana Soares:

Amigos: Ana Bailune, Lena e Wanderley, muito obrigada pelo carinho!
Tarefa difícil foi presenciar aquela cena patética... Mas ainda bem que eu estava lá! Minha pequena saiu de lá aos prantos.
A vida é assim: nos permite conviver com pessoas maravilhosas para que possamos aprender com elas e com pessoas ruins, para que, de igual maneira possamos também aprender com elas: aprendemos exatamente o que não queremos e não devemos nos tornar nunca, sob nenhuma circunstância na vida! Abraços, queridos!



 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A Arte de Edmar Sales

 






Esta é uma pintura que fiz da Estrada do Sabá em Custódia/PE, Com dimensões 16 x 30 cm. Uma obra Impressionista. Estou fazendo uma série de trabalhos da velha e querida Custódia, para uma futura exposição.
 
Edmar Salles

 
Visita ao Atelier do Artista Edmar Sales, em Custódia/PE,  que fará os desenhos e a capa do livro: Gandavos - Contando outras histórias, a ser lançado em março/abril/2013, sob a coordenação deste blog.

São autores do livro:

Carlos A. Lopes, Fernando José Carneiro de Sousa, Jorge Farias Remígio, Sevy Oliveira, Jussara Pereira Burgos, José Soares de Melo, José Carneiro, Celêdian Assis de Sousa, Maria Olimpia Alves de Melo, Maria Mineira, Marina Alves, Geraldinho do Engenho, Ana Soares, Adriane Morais, Ana Bailune, Fábio Ribas, Rangel Alves da Costa, Carlos Costa e Augusto Sampaio Angelim.
Na foto:
Carlos A. Lopes, Fernando José Carneiro de Sousa e Edmar Sales
 
COMENTÁRIOS:

Estou muito contente em participar do livro, junto com tanta gente que escreve bonito. Agradeço ao Carlos Lopes pela oportunidade. Feliz Natal a todos os escritores e leitores do blog Gândavos!
Maria Mineira
São Roque de Minas/MG
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Que maravilha, Carlos.
E daqui vai um abraço e desejo de muita paz e felicidade neste Natal, na passagem de ano e em 2013.
Felicidades e a todos que fazem e participam de Gandavos.
Rangel Alves da Costa
Aracajú/SE
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Maria Mineira, faço minhas as suas palavras, também estou muito, muito feliz em participar deste lindo projeto com tanta gente boa!
É uma honra pra mim marcar presença neste livro, sinto-me lisonjeada por demais da conta...rs
Feliz Natal a todos vocês, meus novos amigos escritores e aos nossos queridos leitores!
Ana Soares
Ribeirão Pires/SP
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Amigos, para mim é um um prazer e uma honra fazer parte de um projeto de publicação de livros com tanta gente de talento e de lugares distintos. Publicar um livro sozinho é uma realização que todos desejam e há várias razões que justificam. No entanto, quem conhece o mercado editorial sabe o quanto é difícil vender livros nesse país. Se alguém consegue vender livros é realmente um bom vendedor, já me disse um alto funcionário da Editora Bagaço, aqui do Recife. Publicar em grupo tem também suas vantagens. Destacaria: baixo custo, comodidade, longo alcance geográfico e a satisfação/humildade de saber trabalhar em grupo.
A idéia é essa para março/abril 2013. E neste momento aproveito para desejar a todos um feliz natal, muita paz e comemorações com muita responsabilidade.
Carlos A. Lopes
Olinda/PE 
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Venho aos poucos conhecendo o trabalho deste artista fenomenal, Edmar Sales, através das ilustrações de capa e miolo que fez para os livros de Carlos A. Lopes (Saga de um Pedro e Dedos de prosa) e na coletânea Gandavos - Os contadores de histórias, além de belíssimas telas expostas em seu blog e Facebook. Não há como furtar-me de render a ele um sincero elogio, pois a sua obra é realmente admirável. O artista é fenomenal e isto é indiscutível e o ser humano Edmar, com quem tive umas poucas oportunidades de conversar, é uma pessoa adorável, pela simplicidade, sensibilidade e pelo conhecimento que agrega da sua vida ao seu trabalho. Recomendo que conheçam o trabalho deste jovem e talentoso rapaz.
Um abraço ao Edmar e você Carlos que oportuniza para que o mundo o conheça.

Belo Horizonte/MG

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Um pouco sobre Edmar Sales:
Sales é pintor paisagista, pernambucano, sua arte é interpretada como impressionista, alternando o abstrato e concreto em vários temas. Mais de vinte anos de experiência profissional, com algumas exposições realizadas no Brasil e no exterior. Sua obra é interpretada com grande sensibilidade e maturidade: as paisagens tipicamente brasileiras, natureza morta, retratos, interiores e outros temas, trazendo o valor merecido a cada motivo, com qualidade em todos os detalhes, na combinação da luz e das sombras, nas cores e nos contrastes. É também, desenhista, ilustrador, artesão e músico.
Estudante do IFPB - (Instituto Federal de Educação,Ciências e Tecnologia do estado da Paraíba), cursando Edificações - (Projetos Arquitetônicos, Extruturais e Complementares).
Contato:


Site: http://edmarsales.blogspot.com/

Telefones: (87) 3848-1780 e 8807-2566