sexta-feira, 6 de junho de 2014

Texto: 52 (do concurso) - A gata que era um gato


Penso que o lugar mais inadequado para ter  animais é em apartamento. Por essa razão nunca fiz questão de ter cachorros ou gatos. Mesmo assim, um belo dia meu filho mais  moço apareceu com   um  felino  SRD, totalmente preto e semi desmamado. Fiquei furiosa e disse que não ia cuidar do animal. Meu   filho deu o nome de Mulata para a gatinha, assim pensava ele. Todos os dias  punha Mulata na mochila e a levava para o trabalho. Nos finais de semana deixava  Mulata comigo e se mandava para a praia ou para qualquer outro passeio. Claro, eu não podia deixar a gatinha passar fome e frio. Ela miava muito e de repente  me  vi com Mulata no  colo tentando acalmá-la. E assim o amor foi crescendo por ela. E já que  ia ficar conosco,  resolvemos levá-la  ao veterinário o qual  fez as perguntas de praxe inclusive  como era o nome. Respondemos que ela chamava-se Mulata. O veterinário  riu e    disse: mas ela não é gata, é um gato! Depois disso tivemos que escolher um novo nome. Passamos a chamá-lo de  Bellekc que está com cinco anos e é o nosso  encanto aqui em casa.Ele é muito carinhoso mas muito independente. A casa é dele. Dorme o dia todo em qualquer lugar que lhe apraz. Faz alongamento toda manhã e toma banho de sol.  A  noite sai para  exercitar seu instinto felino. O veterinário nos aconselhou a não deixá-lo sair, mas quando chega a noite ele fica de pé na porta,  toca na chave, chora até que  abrimos a porta. Não  sei como reeducá-lo para que fique em casa.Se alguém sabe de uma receita, me avise.

3 comentários:

Anônimo disse...

(Padrão usado em todos os textos comentados para dar a todos um tratamento igual). Fazendo pois uso dos critérios apontados no regulamento, deixo aqui minha impressão: ortografia, gramática e pontuação: se há erros graves desta natureza não percebi durante a leitura. Uma crônica agradável de se ler. A idéia é boa, mas achei que ficou muito resumida como narrativa e o final não me pareceu muito adequado para um livro (já que o prêmio do concurso será a publicação em antologia), tem mais cara de texto de jornal ou blog, só para fazer uma observação do que poderia ser melhorado, não se trata de uma crítica. O texto é simples e parece estar dentro da proposta do concurso (observando o requisito de demonstração de afeto pelo animal). Lembrando que estou apenas comentando os textos do concurso, sem compromisso algum. Avaliação pessoal: entre regular e bom. Parabéns à autora ou ao autor e boa sorte! (Torquato Moreno)

Anônimo disse...

Acho bacana esse poder que os animais têm de irem ganhando a gente pouco a pouco, bem assim como fez a Mulata, ou melhor o Bellekc. Agradável leitura. Parabéns. Marina Alves.

Alberto Rocha disse...

Texto muito bom, dentro dos parâmetros do concurso. Há pequenas incorreções facilmente contornáveis. Parabéns a quem o produziu.