domingo, 27 de maio de 2012

Dos nossos medos - Autora: Zélia Maria Freire

Existem tantas maneiras de sentir medo e muitas vezes ele se manifesta através da angustia, do pavor, da inquietação, temor e outras tantas formas inquietantes.

E o que dizer do medo que se passa a sentir de alguém? Há quem afirme que, quando estamos sentindo medo de alguém, provavelmente este alguém também está com medo de nós.

Li de Fábio Ferreira Balota, uma descrição sobre o medo, onde ele diz que o medo é o movimento fantasioso que a mente faz, na tentativa de repelir, de impedir que um acontecimento indesejável do passado ocorra novamente no futuro. Esta repulsão acaba por reforçar a lembrança da dor. É o apego a dor, apego a idéia da dor, da punição, da vergonha, da humilhação. Tal repulsão é o desejo, a expectativa, a ansiedade de que estas coisas não se repitam. Tal repulsão é o desespero para evitar que venhamos a sentir dor , que venhamos a sofrer. É o apego ao pior, ao ruim”.

E acrescenta: “ O medo nasce da comparação entre nossas ações e nossos conceitos, padrões e valores ou das comparações que fazemos entre nós e as outras pessoas o que na realidade também acaba por se remeter a nossos padrões, conceitos, valores, aos nossos julgamentos”.

Existe um outro conceito sobre o medo, que diz: “ O medo embota a mente. Impede-nos de agirmos de forma correta, de forma reta, impede-nos de falarmos diretamente e nos leva à mentira e à falsidade . “Com medo não podemos ser retos”.

Pelo jeito, tem medo para todos os gostos, mas que não é fácil senti-lo, ah, isso não é.




Autora: Zélia Maria Freire - Natal/RN

http://sentimentoszeliafreire.blogspot.com/

Publicação autorizada através de e-mail de 23/05/2012

2 comentários:

Carlos Lopes disse...

É Zélia, ¨tem medo para todos os gostos¨ Eu que o diga, rsrsrs.

Casal 20 disse...

Zélia, lendo teu texto lembrei do profeta Elias na Bíblia. Homem de grande poder e milagres, mas que um dia fugiu por medo de ser morto pela rainha Acabe (I Reis 19).

Eu também estava lendo um dia desses sobre um poeta que dizia que o medo que assombrava o ser humano não era o medo da morte, mas da morte violenta (creio que esse era o medo do profeta Elias). Esse medo, para esse poeta, era o mal absoluto.

Gostei muito do seu texto e de pensar sobre o assunto.

Fábio.