segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O porquê de meu livro? - Autor: Carlos Costa

Com muita alegria, autorizei a publicação do livro DE JORNALEIRO A JORNALISTA – UMA HISTÓRIA DE VIDA no Blog Gandavos porque surpreso fiquei com o convite vindo de tão longe, depois de já tê-lo publicado em capítulos o livro O HOMEM DA ROSA.
Depois de uma diagnóstico de empiema bilateral subdural crônico, o livro DE JORNALEIRO A JORNALISTA – UMA HISTÓRIA DE VIDA, decidi escrevê-lo após 10 dias em coma e mais 30 dias sem reconhecer ninguém. Depois que “voltei” à vida mais uma vez, como Fénix, o pássaro que ressurgiu das cinzas, decidi que deveria produzir algo para homenagear amigos e  deixar para outros que, como eu, não desistiram de viver.
Fui submetido a 11 cirurgias no cérebro, sofri derrame, paralisia em todo meu lado esquerdo do corpo, trombose na perna esquerda, reumatismo, causificação óssea e outros problemas decorrentes da cirurgia mal sucedida e duas infecções hospitalares que me acometeram. Minha luta pela vida e mais forte do que minha vontade de morrer. Hoje tomo oito remédios diariamente para ter uma razoável qualidade de vida.
Sobrevivo sem dois lados de meu crânio e nunca os poderei recolocá-los porque ainda mantenho em meu corpo, controladas, as duas bactérias incuráveis. Posso viver mais uns 10 anos como posso  morrer em 10 minutos ou segundos, se as bactérias atingirem minha corrente sanguínea.
Fui professor universitário, por duas vezes presidente da Comissão Estadual de Emprego, diretor de órgãos públicos, e hoje estou reduzido à uma tela de computador, escrevendo compulsivamente e lutando ardorosamente por minha vida.
Esse livro marca a minha vida: antes e depois de publicá-lo porque não sou dado à falar de minha vida e expô-la como o farei agora!
Um abraço ao Carlos Lopes e um muito obrigado ainda seria pouco para mensurar a alegria que estou sentindo nesse momento por sabê-lo entre meus amigos verdadeiros.
Autor: Carlos Costa - Manaus/AM

Aviso do blog: Também publicamos de Carlos Costa o Livro O CAMINHO NÃO PERCORRIDO (a trajetória dos assistentes sociais masculinos em Manaus)

É  uma obra científica, destinada aos profissionais ou alunos de serviço social, que faz um passeio pela gênese da profissão, passando pela Revolução Industrial, marco da profissão, o período tumultuado da “Reconceituação”, o início dos problemas sociais no Brasil nos anos 30 do Governo Getúlio Vargas e a criação das primeiras escolas de Serviço Social no Brasil.

É o lado pesquisador de nosso cronista Carlos Costa, desconhecido por muitos de seus leitores.
Acesse aos livros citados no hiperlink localizado abaixo da foto do blog (foto de Olinda/Recife).

5 comentários:

Casal 20 disse...

Uau! Carlos Costa, que história! Vou agora mesmo começar a ler seu livro. Que Deus continue a derramar a sabedoria e força necessárias para aproveitares da melhor maneira o dom da vida que se sustenta pelo poder dEle.

Abraços sempre afetuosos.

Fábio.

Yolanda Hollaender disse...

Um guerreiro destemido e tenaz - é a expressão mais acertada para descrever minha impressão sobre você, meu bom amigo Carlos Costa.
Que Deus te ilumine e te dê anos de vida, para agraciar-nos com teus belos e sábios escritos...
Um forte abraço,
Yolanda

Cacá - José Cláudio disse...

Carlos, seu depoimento é para pensar na pequenez da gente quando fica querendo desistir por coisa tão pouco significativas. Você é um exemplo maiúsculo de sabedoria, determinação e amor próprio e coletivo. Vida longa e muita saúde para vocÊ, meu caro! Emocionante e pedagógico o seu exemplo. Quero muito ler seu livro. Grande abraço. Paz e bem.

Carlos Lopes disse...

Carlos Costa, vou fazer uso das palavras do Cacá, você é um guerreiro e merece todo o nosso respeito. As vezes nos deixamos abater por coisas insignificantes quando o que interessa é a nossa saúde, o respeito para com os outros e a si próprio. Nem sempre podemos ter a saúde que desejamos mas não podemos nos abater se não estamos em algum momento sendo agraciada por esta necessidade básica. O importante é ser como você: um lutador. Um abraço amigo e tenha certeza que estás a ser admirado por todos os que sabem da tua luta.

Patricia disse...

Li alguns capítulos do Homem da Rosa e pretendo após as provas ler o restante. Devia escrever mais sobre filosofia. Ah! Li também alguns artigos seus de jornalismo. Escreveu com responsabilidade e muito princípio social. Bonito isso. E quanto a sua saúde, o importante é que está vivinho e aí a escrever. Se Deus permitiu é porque tem um plano melhor para o Sr, espere e verá.