quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Fraldas de pano, um lindo balé ao sol! - Autor: Carlos Costa


Um lindo e perfeito balé de fraldas de pano dançando ao sol e conversando com o vento!
Era assim que eu via as fraldas brancas de algodão, lavadas com sabão Cutia, e lançadas ao sol para secar em varais, com pregadores de roupa que pareciam cabeças de pessoas presas às cordas!
Como não é possível atribuir a uma só pessoa o invento da fralda descartável, pois foi resultado de um somatório de pequenas melhorias e, como isso também não é relevante na crônica, deixarei de informar que nos anos 40 nos Estados Unidos ocorreu uma escassez de algodão devido à guerra.
Também nada escreverei que foi na Suécia que surgiu a primeira fralda descartável no mundo, e que também na mesma década e semana, nos Estados Unidos, Marion Donovan inventou uma capa impermeável para proteger a fralda da saída de líquidos, resultado de urina e fezes feitas pelas crianças, porque isso também não relevante.
Como também nada direi que as primeiras fraldas foram produzidas com restos de cortinas de banho e, que em seu interior, eram colocados panos convencionais de algodão que, se tornavam lindas e colocadas para “quarar” ao sol, produziam efeito de bandeirolas brancas com um efeito de paz, balançando ao sol! Achava lindo aquele balé frenético de panos dançando ao sol e ao vento.
Via aquilo com olhos arregalados de menino que tinha pressa em crescer para frequentar filmes impróprios para menores de 12, 14, 16 e de 18 anos, e quando passei a frequentá-los, eram apenas filmes de violência e não tinham nada demais! Os impróprios para menores de 18 anos, também não tinham nada demais!
Havia os chamados “ladrões de roupas” ou de “galinhas”, que entravam nos quintais das casas sem muro e levavam tudo o que podiam roubar. Mas para quê os ladrões levavam as fraldas de pano, que mais pareciam bandeiras brancas, em minha imaginação de adolescente sonhador? Será que os ladrões as levavam para colocá-las em suas crianças? Nunca haverei de saber! Ah!
Ah, mas como era lindo ver um balé de fraldas brancas balançando ao vento, pedindo paz para não morrerem tão rapidamente com o advento das fraudas descartáveis, que tiraram toda essa beleza e romantismo no balé que existia nas fraldas de pano!
Ah, isso era lindo demais!

Autor: Carlos Costa - Manaus/AM
Publicação autorizada através de e-mail de 07/04/2012

3 comentários:

Carlos Lopes disse...

Ah, isso era (É) lindo demais! Sua crônica É linda demais.

Carlos Lopes disse...

Aqui também existia os tais roubos de galinhas. Era na maioria o pessoal da cerveja. Aqui mesmo tinha um delegado farrista que fazia parte dos tais roubos. Em geral a galera convidava alguém da casa de onde fora roubada a tal galinha. É evidente que no meio da farra o segredo era revelado. E tudo ficava na santa paz.

Ana Bailune disse...

Ah, elas eram bonitas, limpinhas no varal... mas quem já as lavou, pode dizer com certeza: as descartáveis são bem melhores! Rsrsrs...